MENSAGEM DO PRESIDENTE


Padre Paulo Png Documento

Amados para amar!

“Hospedar o outro implica o diálogo com ele. O diálogo é o trajeto percorrido ao longo do caminho entre dois interlocutores, num vaivém em que se constrói, diária e conjuntamente, o sentido de viver e a possibilidade de conviver.”

(MANICARDI, Luciano, A caridade dá que fazer, Paulinas, Prior Velho, 2010)

Amigo(a):
Como Presidente da Instituição do Centro Social Paroquial de Santa Maria de Gilmonde, Pe. Paulo Sérgio Rodrigues da Silva, saudamos a vossa visita.
Estamos numa sociedade de mutações permanentes, que nos coloca numa atitude de abertura, de confronto, de diálogo, de criatividade. Neste sentido, exige de todos os órgãos sociais, colaboradores e utentes um maior esforço coletivo e racionalização.
O Centro Social Paroquial de Santa Maria de Gilmonde, concelho de Barcelos,  situa-se numa das freguesias próximas à cidade de Barcelos, caraterizando-se pela sua paisagem ímpar, por instalações e condições dignas.

Fundada em 1999/2000, esta Instituição pretende apostar em novos caminhos de intervenção, promovendo a criação de novos serviços inovadores, apostando sempre, na melhoria da qualidade de vida da população envolvente, fomentando o desenvolvimento sustentado desta Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e o progresso socioeconómico, familiar e cristão ao nível local e concelhio.

Objetivos primários:

1) Ambicionar, ser uma Instituição de referência e excelência, pioneira na implementação de políticas e práticas no âmbito da solidariedade e de uma gestão e funcionamento exemplar, no contato pessoal e não de mera correspondência;

2) Desenvolver respostas sociais inovadoras, apostando na prestação de serviços qualificados e humanizados, tendo como meta principal a contínua satisfação dos nossos utentes e da comunidade envolvente, nunca esquecendo os valores humanos, cristãos, educativos e familiares;

3) Investir no desempenho e formação dos colaboradores, voluntários, encarregados de educação, encarando-os como elementos fundamentais na esfera Institucional.

Convictos que apenas representamos a Instituição, contamos com a colaboração de todos para, sempre que entenderem, nos enviem as vossas sugestões, pois sabemos que viver debaixo do mesmo telhado implica haver uma linguagem de verdade e transparência naquilo que somos e fazemos, também o corrigirmo-nos uns aos outros, aceitando sempre opiniões contrárias à nossa…

Este modo de viver em equipa desafia constantemente cada um a rever e a cuidar o seu modo de viver e agir, evitando que caia no desespero, na solidão, na rotina. A vida em equipa tem de se caraterizar pela simpatia, pelo acolhimento, pela abertura, pelo diálogo, pela amizade, pela alegria, pelo testemunho de fraternidade e de unidade, pela partilha e solidariedade (partilha do pão e da amizade, a partilha da busca da felicidade, a partilha do amor, a partilha das diversas atividades, a partilha do esforço de perfeição e fidelidade).

O viver em equipa tem também de se caraterizar pela corresponsabilidade, pelo respeito da individualidade de cada um, na sua autonomia e maneira de ser. Isto exige um comportamento na linha da compreensão, na paciência e muitas vezes na renúncia.

Precisamos de reaprender a arte da procura. Para isso, tal como anteriormente já vimos, precisamos de purificar os nossos preconceitos, abrirmo-nos à surpresa do outro, vendo nele um tesouro escondido, pois no dizer de Soren Kierkegaard, na sua obra “Tremor e Temor”, afirma: “a verdade não é algo externo, que descobrimos com proposições frias e impessoais, mas algo que experimentamos no nosso interior, de maneira pessoal”. A confiança é o caminho. Por aqui passa a solidariedade e a caridade, o olhar o outro, ajudando-o a revelar-se.

Afinal, o pensar não é um caminho meramente interior, mas é também o colocar-se diante do outro, numa atenção vigilante. Isto supõe um exercício contínuo de descentrarmo-nos de nós mesmos.

O poema-oração de Teresa de Ávila abre-nos caminhos de esperança:
“Nada te inquiete nada te assuste;
pois tudo passa, Deus nunca muda.
A paciência alcança tudo.
Quem Deus possui nada lhe falta.
Só Deus nos basta”.

Obrigado, querido visitante.

O nosso agradecimento é resultado do sucesso: dessa iniciativa, da preocupação de toda a comunidade pelo bem-estar individual, da colaboração anónima ao invés da promoção pessoal.

Essa troca que existe é salutar para o processo criativo, pois nos faz sentir que todos estamos a participar, caso contrário seria uma atividade muito solitária.
Vós, companheiros diários, sois o motivo deste grupo existir e crescer cada vez mais.
Parabéns!

Cordialmente,
Pe. Paulo Sérgio Rodrigues da Silva,
(Presidente da Instituição)

Maio de 2016