Em 1991 surge, pela primeira vez, a ideia da construção de um Centro Social e Paroquial em Gilmonde, visto não existirem respostas nem espaços convenientes para as necessidades da vida comunitária. Foi nessa altura que, pela mão do Pároco de então, o Rev. Pe. Adelino Fernandes de Sousa, começaram os primeiros contatos para a realização do projeto e de um sonho de todos os habitantes da freguesia.

Várias etapas tiveram que ser ultrapassadas. O local e o terreno para a construção foi a primeira. A oferta de um amplo terreno, no lugar da Mota atrás da Capela da Sra. Da Ajuda, deixado em testamento pelo Monsenhor Cirilo de Figueiredo, Pároco da Freguesia por quatro décadas, possibilitou a concretização da ideia.

Arrancou-se, então, para outra fase, com a realização e aprovação por parte das entidades competentes do projeto da autoria do Arquiteto Vasco Morais Soares.

Depois de um concurso público, a empreitada de construção arrancou oficialmente no dia 3 de Setembro de 1995. Nesse dia, durante uma cerimónia pública em que estiveram presentes, entre outros, o Governador Civil de Braga, Alberto Ribeiro da Silva, o Bispo Auxiliar de Braga, D. Jorge Ortiga, o Vice-presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Dr. António Seara e o Presidente do Centro Sub-regional da Segurança Social de Braga, Manuel Lomba, foi lançada e benzida a primeira pedra do futuro Centro Paroquial e Social.

Esqueleto do Centro

A construção, que custou cerca de 500 mil euros, foi avançando conforme o projeto que previa a parte Paroquial, com um grande auditório, salas para a catequese e uma biblioteca.
Esta parte da obra foi financiada por donativos dos paroquianos e empresas da região, através de diversas campanhas de angariação de fundos e outras iniciativas, como a manutenção de um serviço de bar, bem como através de alguns subsídios autárquicos.

O contrato para a segunda fase do projeto – o Centro Social – foi assinado a 3 de Setembro de 1997, após concurso público, a que concorreram sete empresas, tendo a obra sido adjudicada à Firma Silva & Monte, de Braga, pelo valor de 330 mil euros, 65% dos quais, foram financiados pelo PIDDAC.
Esta parte social dispunha de várias salas para Creche com capacidade para 50 crianças e uma ampla ala para o centro de Dia, com capacidade para 20 idosos, para além de uma ampla cozinha, refeitório, instalações sanitárias e gabinetes médicos.

Fase de Construção

O Centro Social, com Creche e Centro de Dia, foi inaugurado no dia 4 de Fevereiro de 2000, pelo então Ministro do Trabalho e Solidariedade, Dr. Eduardo Ferro Rodrigues e benzido pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Carlos Pinheiro, sendo Pároco da Freguesia, o Rev. Pe. Adelino Sousa.

Com outra pompa e circunstância, o Centro Paroquial seria inaugurado poucos meses depois, a 3 de Setembro de 2000, numa festa que reuniu toda a comunidade, e que contou com a presença do já então, Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e do Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, Dr. Fernando Reis, para além de outras autoridades civis e religiosas também convidadas.

Inauguração do Centro Paroquial

Apesar de tão grandiosa obra realizada, com o crescimento da população e alargamento dos serviços prestados pelo Centro Social Paroquial de Gilmonde, começou a sentir-se a necessidade de ampliar as instalações da parte Social, para acolher o crescente número de crianças do Jardim de Infância e ATL.

O projeto de alargamento começou a ser pensado e amadurecido. A sua concretização é da autoria do Arquitecto António Veiga, e contempla duas salas para Jardim de Infância e quatro para ATL, para além de um salão polivalente, instalações sanitárias, salas para educadoras e funcionárias, gabinete para a Direção, copa e instalações sanitárias.

O projeto foi aprovado em 26/5/2003 na delegação de Braga da Segurança Social, e na Diocese em 18 de Julho desse ano.

Mais demorada foi a apresentação detalhada dos projetos e todos os demais elementos exigidos na Câmara Municipal. No entanto, em 27 de Dezembro 2004 estava aprovado o projeto e deferido o pedido de licenciamento.

Depois das trâmites burocráticas e legais, a obra foi entregue à Sociedade de Construção Civil Américo Ferreira & Silva, Lda., pelo valor de 174 500 euros, a que acresceram ainda a parte de serralheiro, aquecimento, carpintaria e arranjos exteriores, não consignados neste contrato.

As obras no terreno arrancaram em Outubro de 2005 e decorreram a bom ritmo, tendo ficado concluídas a tempo do arranque do novo ano escolar de 2006/2007.

O financiamento desta obra de alargamento foi da responsabilidade da Fábrica da Igreja de Gilmonde, proprietária do imóvel e  foi conseguido sem recurso à generosidade dos paroquianos de Gilmonde.

Os recursos foram canalizados através dos fundos próprios da Fábrica da Igreja, e através da edificação de um loteamento com nove habitações em terrenos da paróquia, e cuja a venda de uma das habitações contribuiu fortemente para a financiamento da nova ala.

Obras da Nova Ala